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Como será viver em uma casa daqui 30 anos?

  • Foto do escritor: Helena Campos
    Helena Campos
  • 30 de nov. de 2023
  • 6 min de leitura

Dos devaneios de um futuro impossível atrelado a tecnologia ao encontro de uma realidade 100% automatizada e acessível


Por Helena Campos


De luzes que acendem com apenas um comando de voz a sensores de alerta de vazamento no sistema hidráulico, são só algumas das milhares de inovações criadas para as casas do futuro. Quando entramos no assunto “como será daqui 30, 40 ou 50 anos?”, a primeira coisa que nos vem à cabeça são as referências de filmes e desenhos futuristas, que retratam casas automatizadas, carros que voam e cidades que flutuam, mas se pararmos realmente para pensar não estamos muito distantes de encarar uma realidade de casas 100% automatizadas em pouco tempo.


Que a tecnologia inova, muda e se reconstrói não é novidade para ninguém, afinal estamos em contato com ela todos os dias na maior parte das nossas atividades e daqui a alguns anos ela vai estar presente em tudo, desde uma simples ação de acender uma luz, até saber o que tem dentro da sua própria geladeira. E é estranho pensar que a pouco tempo atrás as residências com tais tecnologias, eram acessíveis apenas para pessoas com renda alta e cargos importantes que podiam arcar com a instalação e manutenção de todos os aparelhos e recursos. Mas hoje, esse estilo de vida se tornou acessível para muitas pessoas, devido a pandemia de Covid-19 que manteve toda a população dentro de casa o tão amado, ou temido home office ganhou espaço transformando residências em locais de trabalho, logo fazendo com que todos inserissem a tecnologia diretamente em suas rotinas diárias.


Segundo um levantamento feito pela TIC Dimicílios em 2020, o Brasil chegou a marca de 152 milhões de usuários, o que corresponde a 81% da população com mais de 10 anos, além disso foi constatado que o número de domicílios com acesso à internet (83%) ficou maior que o número de usuários (81%).



A sua casa 100% automatizada já é realidade.


Com a ajuda do Google Assistent e da Amazon Alexa, que tiveram sua popularidade triplicada a partir de 2020, observa-se que a procura por aparelhos, acessórios e widgets que integrem essa nova realidade remota disparou no mercado e possibilitou às classes mais baixas a imersão nesse novo futuro. A partir dessas tecnologias é possível por si só conectar diversos aparelhos e programá-los para funcionar apenas com algumas palavras, possibilitando de forma rápida e simplificada integrar e monitorar toda uma casa, com a adição de lâmpadas, interruptores, aparelhos de som, dispositivos smart e muitos outros que possuem atualizações que permitem a junção do funcionamento de todos eles dentro dessas tecnologias de automatização. Então basta um simples “Alexa, acenda a luz da cozinha” ou um “Ok Google, assistir Black Mirror na Netflix” e você poderá começará a sua jornada nesse estilo de vida do futuro, onde as pessoas têm adaptado suas rotinas e tarefas, para ações que envolvam tecnologias, pois perceberam que atividades complicadas são facilmente descomplicadas com um toque, uma fala, um comando ou uma ação.” Hoje a vida do ser humano depois da pandemia mudou bastante, muitas pessoas migraram para o home office, então a casa virou o ambiente de trabalho.Então tudo aquilo que se torna mais prático durante esse tempo é bom, você ter a facilidade de pegar um celular e conseguir ligar uma cafeteira, programar um cafeteira pra fazer o seu café na hora que você acorda, conseguir ligar seu ar condicionado na hora que você programar, ter um celular que consiga ligar sua lâmpada ou desligar, abaixar a cortina, tudo isso é uma praticidade para pessoas  que estão dentro de casa o tempo todo e que daqui 30 anos provavelmente estarão mais ainda” afirma a aluna Regiane Teodoro do 6° semestre de arquitetura da Universidade de Sorocaba. 


O ato de tornar a casa um ambiente de trabalho fez com que as pessoas alterassem o layout de suas casas no decorrer do tempo, atualmente observamos muitas casas iguais, todas quadradas, cinzas, com tamanhos menores e que possuem pouca decoração, gerando um padrão no mercado de design de interiores e arquitetônico, onde as pessoas buscam casas que lhe ofereçam praticidade. “Eu particularmente não me sinto aconchegada em um ambiente muito automatizado!”, expressa a também aluna de arquitetura da Universidade de Sorocaba Ashley Faria e complementa “se a pessoa tem um escritório em casa, eu acredito que as casas terão um designer bem apropriado para isso”. Esse padrão ecoa como o novo visual moderno para as residências, onde toda a sua estética e seu design colaboram para a implementação da automação, como se fosse um match instantâneo, você olha para ela e pensa, é uma casa do futuro, pois suas cores e formato estabelecem essa visão para nós.


Para daqui 30 anos a arquitetura focará em soluções sustentáveis e exclusivamente voltadas para a minimização do desperdício de material e tempo, conforme afirma a aluna Luana Rhye da turma do 6º semestre de arquitetura da Universidade de Sorocaba “Tem muitos estudos falando sobre a impressão 3D ser iniciada na construção civil, conseguindo construir casas em até 1 dia. Então seria o futuro, pensar que talvez não vá existir mais tanto tempo de construção em obras, mas sim em fábricas construindo a sua casa e levando para a obra pronta, trazendo menos barulho e deixando tudo mais sustentável.”


Imaginar o mundo daqui muitos anos, para muitos é só uma grande brincadeira ou jogo de adivinhação, mas para outros é um curto período de tempo para se planejar, estudar, criar e inovar a realidade e cotidiano do ser humano. Com o imediatismo, as redes e a internet, a tendência de se desejar tudo para o agora, é inevitável para muitos, pois vivemos em um ritmo acelerado, dentro de sociedades e metrópoles que vivem a favor do relógio que corre, corre e corre… Para daqui 30 anos, muito se é desejado ou ainda inexplorado, afinal saber o que irá realmente acontecer depende exclusivamente de nós e nossa capacidade de se adaptar, evoluir, inovar e se reconstruir.


 “Bom, daqui a 30 anos não vai existir mais interruptores de luz, mesas e mobiliários fixos, porque a sociedade muda e já está sendo estudado muito isso faz algum tempo. Sobre o ambiente ser mutável conforme as necessidades do ser humano, então todos os móveis como quartos modulados não existirão mais” conclui a aluna Regiane sobre o futuro das residências.


 Se pararmos para pensar não estamos muito distantes de encarar uma realidade de casas 100% automatizadas em pouco tempo.


Casas inteligentes e a sustentabilidade de mãos dadas


Para o amanhã, ou daqui 20, 40, 50 anos, esperamos ainda um planeta terra habitável. Com o andamento da tecnologia, da ciência e das ações do ser humano muito se é questionável sobre como estará o planeta daqui milhões de anos ou até mesmo, em pouquíssimos. As casas inteligentes, possuem além do trabalho de praticidade, um braço na sustentabilidade, devido a criação de sensores de consumo de água e energia, alerta de vazamentos, monitoramento de geladeira, adaptadores de luz e muitas outras funcionalidades que foram exploradas e serão no correr do tempo.


Através de apenas um celular ou tablet você pode monitorar completamente todos os seus consumos durante sua rotina diária, além de gerar energia renovável, através de painéis solares ou eletrodomésticos que utilizam a energia. “A questão da sustentabilidade daqui pra frente vai ser algo muito recorrente, visto o calor que fez algumas semanas atrás no inverno brasileiro, mas é algo que vai acontecer no mundo todo. As casas terão muitas tecnologias aliadas em combater alguns desses pontos, que não são só as casas que precisam se adequar, mas terá a presença de muitas placas solares e para o meio ambiente isso será muito interessante, e eu espero que seja algo que todos estejam pensando sobre” afirma a aluna de arquitetura da Universidade de Sorocaba Regiane Teodoro


Essa via, querendo ou não é de mão dupla, onde o ser humano inerte em sua rotina afeta impensavelmente o planeta terra, durante a produção da maioria dessas tecnologias que serão aplicadas e exigirão muita energia. Mas o que vale pensar e planejar, são ações que se complementam e eliminam problemas que ambos os lados irão gerar, ou seja, enquanto o homem luta para manter o mundo um lugar moderno e tecnológico por meio de invenções que não agridam o meio ambiente, suas criações gerarão praticidade e bem-estar, induzindo o ser humano a consumir conscientemente e a preservar o planeta terra, como informa Ashley Faria também aluna de arquitetura da Universidade de Sorocaba “algumas casas fazem a captação de água por meio de esgotos dentro das casas e embaixo da estrutura tem o sistema de bombas, que a água que vem da chuva passa pela casa, vai ser utilizada. Vai para bomba, é tratada e depois volta de novo e pode ser reutilizada.”


O que espera-se para os próximos anos, são casas equipadas com funcionalidades que por si só administrem o consumo de água e energia, além de preservar o meio ambiente por meio de funções que não causem desperdício, poluição ou danos ao planeta e a natureza. A cada ano estudos avançam e tecnologias evoluem, para o futuro vamos unir forças e começar a praticar a sustentabilidade automatizada.









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