Foco no empreendedorismo e salas interativas: expectativas de uma Universidade daqui 20 anos
- Bárbara Bruno

- 30 de nov. de 2023
- 3 min de leitura
O futuro de uma sala de aula é algo pensado para ser mais lúdico e sustentável. O professor Marcelo Silvani, da Universidade de Sorocaba, contou um pouco mais sobre estes projetos futuros e falou também do que a UNISO já proporciona para ajudar não só o meio ambiente, mas toda a população.
Por Bárbara Bruno

Professor de Desing Estratégico da Uniso, Marcelo Silvani. (Foto: Bárbara Bruno)
Carros voadores, inteligência artificial, realidade virtual, naves e projeção de imagem. Isso são algumas das várias suposições sobre como será o mundo em um futuro próximo. Mas você já parou para pensar em como será a Universidade daqui 20 anos?
Este é um questionamento mais complicado e que muitas vezes as pessoas nem chegam a levar em conta. Entretanto, é muito mais importante do que qualquer pessoa imagina. Isso porque o futuro da Universidade envolve assuntos importantíssimos para um mundo melhor, como a sustentabilidade, a relação entre as pessoas e diversas outras situações.
Para sanar estas dúvidas, o professor de Design Estratégico da Universidade de Sorocaba, Marcelo Silvani, conversou com a revista x e deu seu ponto de vista sobre o futuro nos estudos. Para o professor, muita coisa será diferente do que vivemos e até do que imaginamos para o futuro dentro de uma sala de aula.
“A universidade daqui há 20 anos provavelmente será consolidada em alguns pontos, como a questão de inovação, empreendedorismo e atuante na Tríplice Hélice”, conta.
Mas o que significa Tríplice Hélice? Nada mais é do que empresas, governos e universidades que interagem e se relacionam para produzir inovação e empreendedorismo, explicou Marcelo.
O evento MOBI RMS, realizado pela universidade em abril de 2024, vai buscar trazer exatamente essa vertente para que todos possam conhecer. Com a expectativa de cerca de 12 mil visitantes, o evento “começará uma série de articulações com prefeituras e empresas, sempre visando a Tríplice Hélice”, disse Marcelo.
O professor ressalta que a UNISO já pensa no futuro e na sustentabilidade e promove diversas ações que, com certeza, farão a diferença daqui um tempo.
“A UNISO já tem um projeto de dar inveja. Há mais de duas décadas quando foi construída, a Cidade Universitária teve que fazer uma compensação ambiental, criou a floresta que se formou do lado direito de quem sai do campus. A área replantada deu origem a um espaço de dormitório e vivência para uma série de animais, pássaros e aves silvestres. Macacos, quatis, seriemas e a flora que regenerou o local”, explicou.
Marcelo também comentou que no atual momento em que vivemos é preciso prestar atenção em como estamos cuidando da natureza e tendo atitudes sustentáveis. Um exemplo recente disso é a onda de calor observada e sentida nos últimos dias muito por conta do Aquecimento Global. “Eu tenho uma visão clássica sobre a sustentabilidade. Tudo tem que ser respeitado daqui para adiante, já degradamos o que podíamos”.
De dentro de uma sala
Mas como vai funcionar as salas de aula? Todo mundo acredita que o futuro pede um certo tipo de avanço neste quesito.
Marcelo disse que o modelo atual de sala de aula, com um professor falando na frente e alunos todos sentados só ouvindo atrás, precisa ser reinventado.

Interior do Laboratório de Inovação e Desing (LID) da Uniso. (Foto: Bárbara Bruno)
“Nós queremos implantar salas interativas, pois o modelo atual é muito maçante. Queremos algo mais lúdico, mas isso exige também uma outra dinâmica de aula. Não é uma coisa que você faz uma aula de slide e aula tradicional, tem que ter algum tipo de interação”, contou.
O professor de design, inclusive, já utiliza este método de sala interativa em suas aulas. Seus alunos aprendem em um local na Cidade Universitária chamado Laboratorio de Inovação e Design (LID), que foi feito de material reciclável.
“O LID feito com sucata, literalmente sucata. Foi um fechamento de resto de uma empresa que produz ponto de ônibus e fizemos a sala, que se tornou um modelo que queremos no futuro”, completou.

LID visto de fora do campus da Cidade Universitária. (Foto: Bárbara Bruno)



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